E quando a vida estava monótona demais…
De uns tempos para cá pensei que eu ia arranjar uma Collie, morar numa casa com dois cômodos e apodrecer rico com os royalties do Pitter Pan comendo sorvete de flocos/paçoca, de tão chata e monótona que a vida estava. Tanto que não tem post desde o ano passado, e não teve nada de natal e ano novo .__.
Isso até o dia em que um velho pançudo apareceu aqui na loja. Ele veio perguntando de converter um vídeo da câmera dele para DVD e tal, que o filho dele não sabia e se aqui na loja fazia. Eu já ia falar que não pra ele procurar no shopping, mas ele mencionou “Ah, um cara indicou vocês, falou que vocês manjavam tudo”. Como a reputação vem antes da preguiça (e dá mais dinheiro), eu já logo falei “Traz a máquina aqui que a gente vê o que fez”. Ele inventou uma desculpa besta e falou que ia ligar depois.
Dia seguinte, vou pra loja, e o tal velho liga “Então, tem como você vir aqui?”. Dae eu, “Tá, aparece aqui depois do horário de almoço”. Cheguei na loja o cara estava aqui, ele fala que o filho dele tinha pego o carro emprestado e que a gente ia de ônibus pra casa dele… Eu não sabia nem que eu ia pra casa dele, quanto mais que ia de busão.
De qualquer forma, fui lá pegar busão, descemos num lugar que era um terreno baldio. Eu fui só seguindo o velho enquanto ele me falava da vida fodida dele, de como ele era motorista e como virou segurança. Andamos por uma estrada de terra, passamos por uma favela e paramos numa rua.
Ali naquela mesma rua, uns poucos metros à frente, dois pivetes se aproximavam de um Palio, e o motorista gentilmente os presenteou com um carro, pelo menos a gentiliza quer dizer sendo arremessado do carro, mas isso é questão de perspectiva. (Clique aqui se tiver coragem)
• Vinik

